Exploração de inertes pode levar rios à seca

Huambo – Vários rios da província do Huambo estão em risco de desaparecer em função da exploração em grande escala de inertes, nos seus leitos, onde se começa já a notar sinais visíveis de destruição, como a diminuição do caudal.

O alerta foi lançado pela especialista em gestão e conservação da natureza Elsa Inaculo, que disse ter outros indicadores, como deslizamento de terras junto dos cursos de água e mudanças de direcção dos cursos dos rios.

Embora reconheça que a actividade de extracção de areia e burgau nos rios é de grande importância para a construção de infra-estruturas, considerou necessário que se realizem estudos de impacto ambiental, antes de dar-se início ao processo de exploração de inertes.

Segundo a especialista, essa prática é ainda responsável pela contaminação das águas, morte de seres vivos aquáticos e degradação do solo, dando origem ao desabamento de pontes construídas sobre os rios, ravinas e deslizamentos de terras.

Sugeriu que a Direcção Provincial do Urbanismo e Ambiente deve regular esta actividade e criar mecanismos que visam minimizar os prejuízos resultantes da exploração de inertes (areia e burgau) nos rios e maximizar os benefícios.

Realçou que tal prática tem igualmente reflexos na vida socioeconómica das populações, já que as ravinas, associadas ao desabamento de pontes, tendem a cortar a circulação rodoviária.

Outra consequência, segundo ela, prende-se com o facto de as pessoas serem obrigadas a tirar água para consumo em rios muito afastados das suas localidades, devido a contaminação dos rios em que é feita a exploração de inertes.

25.10.11
FONTE: ANGOP

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